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Saúde - Quarta-feira, 06 de Dezembro de 2017


Relatório sobre a crise da Santa Casa de Garça é apresentado na Câmara de Vereadores


Relatório sobre a crise da Santa Casa de Garça é apresentado na Câmara de Vereadores

Foi realizada na Câmara de Vereadores de Garça a Audiência Pública para apresentação de um resumo do diagnóstico realizado no Hospital São Lucas de Garça. A audiência, proposta pelo prefeito João Carlos dos Santos, lotou a câmara e contou com a presença da maioria dos vereadores, de autoridades locais, da população e de representantes da sociedade organizada. 

Durante quase quatro horas, Wagner Caprioli, um dos diretores da empresa Brasil Diagnóstico, contratada pelo grupo de voluntários “Saúde Solidária”, a pedido da diretoria da Santa Casa, presidida pelo médico Dr. Armando Hamzé, e com o total apoio do prefeito João Carlos, apresentou ao público presente, informações importantes sobre a real situação da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Garça, mantenedora do Hospital São Lucas, e os motivos que levaram a crise financeira insustentável que já dura vários anos e que vem se agravando desde 2013.

O relatório possui quase 11 mil páginas com análises e documentos levantados durante os seis meses de trabalho realizado dentro do hospital. São apontamentos técnicos, notas e documentos oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, que dão a fundamentação ao diagnóstico.

Segundo o diretor da empresa Diagnóstico Brasil, o relatório passa a ser um planejamento para a busca de recursos, de entendimento administrativo e de equilíbrio de contas. Como sempre falou o prefeito João Carlos em entrevistas, o relatório é técnico e servirá de ferramenta para a gestão presente e futura do hospital.

Mas o prefeito salienta que se trata de um relatório que contém muita informação com comprovação documental, de situações que precisam ser esclarecidas. O diagnóstico concentra os documentos e não cabe à Prefeitura de Garça e nem a empresa contratada investigar e apontar culpados. Por isso, todo o relatório será digitalizado e encaminhado ao Ministério Público, para que sejam tomadas as devidas providências. Cópias digitalizadas também serão entregues à Câmara de Vereadores e ao Cartório de Registro de Notas, para que a população tenha acesso a esse importante.

O relatório também apontou caminhos para a solução de alguns problemas. “A partir do momento em que você não admite que tem problemas e não faz uma busca rigorosa para detectá-los, está fadado a falência. Por isso que vários hospitais estão fechando as portas. Se não fosse a intervenção da Prefeitura e o total respaldo e boa vontade dessa diretoria e dos funcionários, o Hospital São Lucas teria fechado as portas. Eu não tenho dúvidas, pois estava um caos”, afirmou Wagner Caprioli.

Ainda segundo ele, a dificuldade de reunir provas foi grande, pois muitos documentos não foram encontrados. O sistema operacional não funcionava e havia, com certeza, um mau gerenciamento do hospital.

Entre alguns dos problemas levantados, está a falta de prestação de contas com relação às emendas parlamentares de 2013. O Hospital São Lucas terá que devolver ao Governo R$ 2.232.000,00, porque recebeu verbas oriundas de cinco emendas parlamentares, porém, não fez a prestação de contas da forma como deve ser feita. 

Em resposta a um questionamento do vereador Rodrigo Gutierrez, Wagner confirmou que no relatório há notas que comprovam superfaturamento, incluindo o exemplo da aquisição de máquinas de lavar industriais, que foram adquiridas com valores bem acima do estimado e que não estão sendo usadas até hoje, pois não atendem tecnicamente as necessidades do hospital.

Com relação ao ativo, segundo o diagnóstico, existem itens que constam no patrimônio do hospital, porém, não foram encontrados. Equipamentos que não estão no hospital, mas que constam na relação de patrimônio.

Segundo o prefeito João Carlos, a atual gestão conseguiu recuperar alguns equipamentos. “O que percebemos é que muito do patrimônio da Irmandade, do ativo, com o decorrer do tempo, perdeu-se o controle sobre eles. Muitos saíram para conserto e não voltaram, pois foram retidos pelos fornecedores que a Irmandade devia. A Secretaria Municipal da Saúde teve a preocupação de encontrar esses equipamentos, buscar a origem e contatar todos esses fornecedores. Trouxemos os equipamentos de volta para a Santa Casa e os estamos reformando”.

O diagnóstico possui relatórios contábeis de 2013 a 2017, e apontou indícios de irregularidade em notas preenchidas de forma errada, contratos fora dos procedimentos. Também há documentos atestando que o hospital não consumia o que constava em nota, erros no pagamento de prestadores de serviço, entre outros problemas graves. “Agora tudo está documentado. A intervenção foi vital para o hospital. Caso não tivesse sido feita, seria com certeza, decretado o seu fechamento”, afirmou Wagner Caprioli.

O prefeito João Carlos completou chamando atenção para a finalidade do relatório. “Nós não podemos, por meio deste relatório, achar que vamos resolver os problemas futuros se não olharmos com atenção e trabalharmos fortemente para solucioná-los. O Poder Público, a diretoria da Santa Casa e os funcionários, mesmo querendo e dispondo de todos os esforços, não irão conseguir avançar sem a participação da sociedade. Os vereadores e todos nós temos que participar e entender que a oportunidade é agora. Se nós fracassarmos, porque infelizmente isso é possível, quem irá sofrer será toda a nossa cidade,  toda população. A nossa intenção aqui reunidos é dar uma resposta do passado, porém, somarmos forças para manter o nosso hospital aberto e muito melhor a cada dia”.

João Carlos agradeceu a todos, em especial aos funcionários da Santa Casa, ao Doutor Armando, a toda a diretoria e aos voluntários. O Chefe de Gabinete, Cássio Adonis, colocou bem as palavras ao dizer: “Quero reforçar o apelo do nosso prefeito, porque todos nós teremos que seguir, independente de sigla partidária, pois quando nós preenchemos uma ficha para ser atendido no hospital, ninguém pergunta a qual partido político pertencemos. Somos todos cidadãos.”

Doutor Armando Hamzé finalizou: “Eu gostaria de deixar claro que, se não fosse o prefeito João Carlos, eu não teria entrado na presidência da Santa Casa. Eu creio que nós temos que aproveitar este momento que nós estamos vivendo. Esse bom relacionamento da diretoria da Santa Casa com o Poder Público, com o prefeito. Eu vejo também o apoio desta casa de leis, dos nossos diretores e funcionários. Em 30 anos de trabalho, eu nunca tinha visto tanto empenho diário para melhorar a nossa Santa Casa. Eu gostaria de pedir para a população, para que todos nós olhemos para a Santa Casa daqui para frente. Vamos incentivar e apoiar o trabalho do prefeito e de toda a diretoria”. 

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