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ABR
20
20 ABR 2021
SAAE
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Finalizada perfuração do novo poço tubular em Garça. Vazão é de 200 mil litros por hora

Depois de cinco meses de obras, 910 metros perfurados, o poço tubular profundo, instalado na estação B1, atingiu o Sistema Aquífero Guarani. Um marco para o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos de Garça (SAAE) e um avanço para o município. O teste de vazão, realizado esta semana pela empresa responsável pela perfuração, e o nível estático da água apresentado, confirmaram as projeções do projeto quanto a quantidade de água e, principalmente, quanto a escolha da localização do poço.

A análise apontou uma capacidade de produção de até 200 metros cúbicos de água por hora, atestando o que foi estimado no projeto de perfuração do poço. O volume é considerado bastante significativo, principalmente se comparado a vazão média captada e aduzida pelas estações B1 e B2, de 440 m³/h. Orçada em R$ 3.749.460,85, a obra de perfuração do poço está sendo realizada, exclusivamente, com recursos do SAAE.

Durante o Teste de Vazão, a empresa Mandaguaí - responsável pela perfuração do poço -, coletou uma amostra de água e enviou a um laboratório especializado para realização criteriosa de análise da potabilidade. A análise de água segue as especificações do Ministério da Saúde ? Portaria 2914 e leva, em média, 30 dias para estar concluída.

Além de garantir a oferta de água para a cidade e zona rural, e coletar e tratar do esgoto sanitário das residências, é missão do SAAE planejar e projetar o abastecimento da cidade hoje e nos próximos 30 anos, por meio de um serviço seguro e eficiente.

Dentro desse compromisso, depois de anos de estudos e análises técnicas, o SAAE e a administração pública municipal deram início em novembro do ano passado na estação B1 às obras de perfuração do poço tubular profundo para captação de água no Sistema Aquífero Guarani.

SAAE usou estudos técnicos para escolher o local para a perfuração do poço

Para se perfurar e operar poços tubulares profundos no estado de São Paulo é necessária a obtenção de outorga junto ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), avaliando o projeto, e posteriormente o direito de utilização do recurso hídrico, protegendo o usuário de possíveis conflitos quanto a futuros usos do recurso, conforme Portaria 717 de 12/12/06, que instituiu Normas para disciplinar o uso dos recursos hídricos no Estado. 

A licença deve ser executada por geólogo, sendo constituída por informações cadastrais, geologia, hidrogeologia, dados construtivos do poço, analise físico química e bacteriológica da água, quantidades e período de exploração, mapa topográfico e RAE ? relatório de avaliação de eficiência, com fluxograma de utilização da água.

No caso da perfuração do poço tubular profundo de Garça, o DAEE esteve presente desde a concepção do projeto, participando, inclusive, das discussões sobre o melhor local para a perfuração com orientações técnicas. Alguns locais foram avaliados: próximo à feira livre, proximidades da Estação de Tratamento de Água e Estações de Captação e Recalque B1 e B2. No entanto, a cota altimétrica (altitude acima do nível médio do mar), o desnível de bombeamento e principalmente o tipo de bombeamento, foram cruciais para definir a região da B1 como o melhor ponto para perfuração do poço. 

Estudo apresentado pelo grupo técnico do SAAE e validado pelo DAEE apontou que quanto maior a cota altimétrica (em relação ao nível do mar) dos possíveis pontos de perfuração levantados, maiores irão ser os custos com perfuração, com o equipamento para bombeamento e, como principal fator, maiores os custos energéticos para operação e manutenção do sistema, além da indisponibilidade de equipamentos no mercado nacional.

A partir disso, o Departamento de Águas e Energia Elétrica ? DAEE (órgão gestor dos recursos hídricos do Estado de São Paulo) elaborou o Estudo de Viabilidade Hidrogeológica, projeto técnico de perfuração de poço tubular profundo.

?A perfuração de um poço, por mais que se tenha projetos, análises e laudos, é um trabalho em que a vazão de água só é conhecida quando é atingido o manancial subterrâneo. Chegamos no sistema Aquífero Guarani e, agora, a partir da vazão apresentada, podemos afirmar que, em breve, teremos condições de garantir à população um abastecimento seguro?, afirmou o Diretor Executivo do SAAE, Engº André Pazzini Bomfim. 

?Sem dúvida esse é o segundo grande marco de água no município. O trabalho de captação e distribuição de água, há mais de 50 anos, foi o primeiro grande feito. Até agora a gente viveu com as mesmas estruturas implantadas nos anos 60, com alguns poucos investimentos. Mas hoje, já não é mais possível contarmos apenas com as águas de superfície. O poço profundo vai garantir a segurança hídrica que o SAAE preconiza e que a comunidade merece. Sem isso, Garça não consegue ir para o caminho do crescimento que almeja?, ressaltou o diretor do SAAE.

 

Vice-Prefeito, Flávio Peres, destaca a importância do poço profundo para o desenvolvimento do município

Segundo o Vice-prefeito, Flávio Peres, não é possível pensar em desenvolvimento sem pensar em segurança hídrica. ?Esse é um momento histórico para Garça. Apesar de todo o trabalho feito pelo SAAE para a preservação das nascentes, é muito importante podermos contar com uma reserva forte para evitar situações de falta de água como a que o município viveu no final do ano passado. A cidade tem condições de crescer e se desenvolver de diversas formas, mas o principal para que isso aconteça é a abastecimento de água. A prefeitura e o SAAE estão de parabéns?, frisou.

Obra contempla várias etapas

Ao contrário dos projetos e obras executados em sua totalidade pelo SAAE, no caso do poço tubular profundo, a obra completa contempla várias etapas de elaboração de projetos e, consequentemente, execução das obras, ou seja, as etapas subsequentes de um determinado projeto dependem de informações que somente estarão disponíveis após a finalização total de uma etapa anterior. 

A partir de agora, com a perfuração e o teste de vazão, o SAAE passa a ter informações da capacidade produtiva do poço, informação imprescindível para determinação exata do tipo de equipamento necessário para bombear a água, características técnicas dos sistemas de adução, necessidade elétrica e dimensionamento de rede adutora.

?Agora temos todos os parâmetros necessários para partirmos para os projetos elétrico e da adutora. A meta é que até o final de 2022, toda a estrutura esteja pronta e funcionando de forma independente. Essa é uma das missões do SAAE: garantir a segurança hídrica e a sobrevivência do sistema para os próximos 20 anos?, concluiu o Diretor do SAAE, André Pazzini Bomfim. 

Assista ao vídeo com o diretor superintendente do SAAE clicando aqui.

 

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